“IMPERIALISMO” DA BANDIDAGEM DE NORTE A SUL DO
PAÍS.
Nobres:
Neste
nosso
Brasil a criminalidade semelha cada dia mais indissociável do cotidiano
e
que figura com destaque crescente nos rankings internacionais de
violência, é preocupante
a banalização de atos como a destruição de ônibus, por meio de
depredações ou
incêndios criminosos já transformou na norma dos marginais aqui na
capital
cearense e em todo país. No caso mais recente, e um dos mais
assustadores entre
os já registrados até agora, mais de três dezenas de ônibus foram
incendiados
por criminosos que invadiram a garagem de uma empresa de transporte
coletivo na
cidade paulista de Osasco. O poder público me parece inerte e acomodado
na
reação incontinente promovida pelas “suas excelências marginais”.
Precisa dar
um basta a essas ações covardes, que causam transtornos à população e
aos
usuários do transporte coletivo. Além disso, prejudicam a própria imagem
do
país e de nosso Estado já que as cenas concomitantes e deploráveis
ganham
espaço na mídia internacional, às vésperas da realização de um evento
importante
como a Copa do Mundo. Os números são assustadores: só neste ano, nada
menos de
364 ônibus foram atacados na capital paulista e em municípios da Grande
São Paulo,
sendo 115 deles incendiados e no nosso Estado acompanha esse estado
deprimente
e de terror. Tornou-se um normativo entre outras cidades do país,
incluindo
algumas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, também há registros
frequentes de veículos coletivos queimados por traficantes, quadrilhas e
até
mesmo grevistas e participantes de manifestações de rua. No início do
ano,
ataques desse tipo já havia resultado na morte de uma menina de seis
anos no
Maranhão. E, seja qual for o caso, o resultado concreto é que o usuário
acaba
arcando duplamente com o ônus. Os manifestantes atearam fogo no próprio
motorista de um veículo em plena manifestação diante de um frágil
sistema de
segurança que tanto faz um pequeno ou grande número de agentes, isso não
importa, todos sentem inertes e acostumados com as causas. Primeiro,
porque
passa a contar com menos opções ainda para se locomover e o mais grave é
porque
o usuário é chamado a responder também pelo custo financeiro. A esses
episódios, se somam outros igualmente assustadores, como os ataques
coordenados a Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), intensificados
nos
últimos meses, no Rio de Janeiro. Mais recentemente, a greve dos
policiais
militares em Salvador, na Bahia, chamou a atenção para o quanto a
violência pode
transbordar para diferentes áreas quando os criminosos se sentem livres
para
agir. A contenção da criminalidade não deveria depender apenas de
policiamento
ostensivo, mas sobretudo de observância a princípios morais e legais. A
simples
ausência da polícia nas ruas, porém, foi suficiente para aumentar em 10
vezes o
número de mortes diárias na capital baiana, o que é aterrador. Nos casos
específicos envolvendo transporte coletivo, os danos provocados, algumas
vezes
têm ligação com a insatisfação em relação à má qualidade dos serviços,
que deu
origem a protestos em série nas ruas há quase um ano. Atentados a
ônibus, como
os de Osasco, porém, estão cada vez mais associados ao crime organizado,
contra
o qual a sociedade espera ações efetivas. Resta dizer que estamos na
plenitude
de uma excelente do estado democrático do direito, onde grupos marginais
se
sentem orientados e protegidos por agentes e a legislação, onde os
Direitos
Humanos aqui do país rogam direitos e mais direitos. Onde deveres e
responsabilidades há muito deixaram de existir.
fonte:Antônio Scarcela Jorge.

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